A transição para uma economia mais sustentável está a transformar a forma como vivemos, trabalhamos e aprendemos. Cada vez mais setores necessitam de profissionais capazes de enfrentar desafios ambientais, sociais e económicos complexos. Mas que competências serão necessárias para responder a estes desafios?
Para responder a esta questão, a Comissão Europeia desenvolveu o GreenComp, o quadro europeu de competências para a sustentabilidade.
Muito mais do que conhecimentos ambientais
A GreenComp não se limita a ensinar conceitos relacionados com o ambiente. O seu objetivo é ajudar as pessoas a desenvolver uma mentalidade sustentável que lhes permita compreender a complexidade dos problemas atuais, imaginar soluções e agir de forma responsável.
O quadro está organizado em quatro grandes áreas:
- Incorporar valores de sustentabilidade.
- Compreender a complexidade dos sistemas.
- Imaginar futuros sustentáveis.
- Agir para promover mudanças positivas.
Estas competências são aplicáveis a qualquer área profissional, desde a agricultura e a construção civil até à educação, aos serviços sociais ou à gestão empresarial.
O emprego do futuro já está aqui
A transição verde está a criar novas oportunidades de emprego em setores relacionados com a adaptação às alterações climáticas, a gestão dos recursos naturais, a economia circular ou as energias renováveis.
No entanto, as empresas e organizações não procuram apenas conhecimentos técnicos. Também precisam de pessoas capazes de colaborar, tomar decisões responsáveis, resolver problemas complexos e adaptar-se a contextos em constante mudança.
A GreenComp ajuda precisamente a desenvolver essas capacidades.
O papel da WOVEN
O projeto WOVEN aproxima este quadro europeu da formação profissional e das comunidades rurais, proporcionando ferramentas práticas para que professores e alunos possam trabalhar estas competências de forma aplicada.
O objetivo é claro: preparar as pessoas para aproveitarem as oportunidades que surgem num mundo em transformação e contribuírem para o desenvolvimento sustentável dos seus territórios.
Porque construir um futuro melhor não depende apenas do que sabemos, mas também da forma como agimos.

